Terapia do Amor - IURD - Catedral de São José do Rio Preto
Jr 29:14

"E serei achado de vós, diz o SENHOR, e farei voltar os vossos cativos e congregar-vos-ei de todas as nações, e de todos os lugares para onde vos lancei, diz o SENHOR, e tornarei a trazer-vos ao lugar de onde vos transportei. "



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Ciúme: um sentimento perigoso
Ele é capaz de levar pessoas a cometerem atos impensados
O ciúme demasiado é capaz de destruir os relacionamentos mais harmoniosos, já que a realidade dá espaço à fantasia, levando muitas pessoas a cometerem atos impensados. De acordo com especialistas, o ciumento tende a controlar os passos e limitar a liberdade da pessoa amada, invadindo sua privacidade.

Para Vera Iaconelli, psicanalista pelo Instituto Sedes Sapientiae, mestre em psicologia pela USP e coordenadora do Instituto Gerar de Psicologia Perinatal, o indivíduo precisa ir adquirindo, ao longo do seu desenvolvimento, uma estrutura psíquica que lhe permita lidar de forma cada vez mais madura com estas emoções.

O ciúme em demasia é altamente perigoso e pode trazer graves consequências. “Quando um sujeito se suicida, por exemplo, porque não teve sua demanda amorosa correspondida, podemos supor graves dificuldades anteriores a esta relação que serviu de estopim para a morte”, afirma a especialista.

“Todos nós sofremos rejeições, frustrações, medos, ciúmes, inveja. Neste sentido, não existem sujeitos melhores ou piores. A questão é como cada um de nós foi capaz, com a ajuda do ambiente desde a mais tenra infância, de administrar estas emoções. O indivíduo precisa ir adquirindo, ao longo de seu desenvolvimento, uma estrutura psíquica que lhe permita lidar de forma cada vez mais madura com estas emoções”, destaca Vera Iaconelli.

Para a psicanalista, se o sujeito supõe que é melhor matar ou morrer do que viver sem o outro é porque ele está colocando este outro num lugar onipotente. A especialista acrescenta que, neste caso, não importa o desejo do “amado”, mas apenas o desejo do suicida ou do homicida. O “amado” é apenas depositário de uma demanda amorosa impossível de ser satisfeita. O objeto “amoroso” tem a qualidade de coisa a ser possuída e não de igual a quem se deve respeitar os desejos.

Agência Unipress Internacional
Por Tatiana Alves

 
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